4 razões para Tablets não substituirem Consoles

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por @rodrigocunha

Gente que adora aparecer em notícias é o que não falta. Gerar polêmica, então, nem se fala 🙂

Hoje foi a vez de Greg Richardson, CEO da Rumble Entertainment. Segundo ele, “O aumento de poder e flexibilidade de todos esses dispositivos é incrível. Quando penso nos próximos consoles (PS4 e Xbox One) e em quem vai ganhar essa guerra, acho que o vencedor é claramente o tablet. Não é só o poder subestimado dos processadores que vai levar a isso. O aumento de flexibilidade, onde vemos essas coisas conectadas a televisores e também plugados com controles? Isso é tudo muito legal. Os jogos que estamos fazendo levarão essas experiências ao máximo”, explica.

Ele continua, dizendo que “A fidelidade gráfica, a habilidade de jogar com qualquer um que tenha Android ou iOS, poder carregar essas coisas aonde quer que você vá e o estilo que permite ao jogador ficar de trinta minutos a uma hora jogando por vez… tudo isso é um grande desafio para o tipo de produtos que fazemos”.

O que o CEO da Rumble fala é um típico discurso de CEO querendo valorizar a própria empresa. É um discurso genérico, que não leva em conta quatro  pontos que julgo importantíssimos e fazem com que games de console e mobile sejam tão diferentes:

1. CASUALIDADE

Games mobile são feitos para consumo rápido e geralmente possuem sistema de evolução de personagem baseado em monetização, ou seja, para destravar benefícios extras, o usuário vai precisar comprar moedas virtuais. Sem falar, é claro, que games mobile são feitos para que seja possível jogar em qualquer lugar, seja dentro do metrô, num consultório médico, elevador, fila de banco. São games que não dependem essencialmente de som, por exemplo, já que priorizam experiências breves e práticas.

2. JOGABILIDADE

Outro fator preponderante aí é a limitação de possibilidades de comandos em games mobile. Consoles têm joysticks que possuem, em média, 8 botões. Isso abre diversas possibilidades durante o processo de concepção e escopo de um game, resultando também na profundidade da experiência. Mobile devices possuem tela limitada, mesmo os tablets. Caso um game dependa demais de comandos mais elaborados, a interface para o usuário ficará inevitavelmente poluída, ocupando um espaço valioso na tela. E cá entre nós: tocar na tela para gerar uma ação não é lá muito amigável. recentemente, a Logitech anunciou um joystick que serve para ser acoplado em smartphones, oferecendo mais botões e possibilidades. Mas, vamos lá, nesse caso não vale mais a pena comprar um Nintendo 3DS ou um Vita?

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3. IMERSÃO

Aqui temos um ponto bastante crítico. O fator imersão é algo que mobile devices jamais conseguirão proporcionar. Não há como simular a experiência de jogar em uma grande sala, com uma TV LED 50 polegadas + Home Theater de última geração, aquele game com roteiro elaborado, que prioriza não apenas a parte gráfica, mas também a parte sonora. Telas maiores tendem a favorecer a imersão. Do que adianta jogar em um mobile device com altíssima definição, se o tamanho da tela é limitado?

4. AMADURECIMENTO DE HARDWARE

Consoles tendem a entregar jogos cada vez mais complexos não somente pelas especificações técnicas. O grande lance aí é o tempo que as produtoras têm para conhecer profundamente a arquitetura de processamento dos consoles. Como o ciclo de vida deles gira sempre em torno de 7 ou 8 anos, os devs passam a conhecer todos os truques necessários para otimizar o desenvolvimento e explorar ao máximo as capacidades de cada console, espremendo poder até a última gota. Sem falar que não há grande fragmentação, já que sempre existem 2 ou, no máximo, 3 consoles por geração.

Mobile devices são atualizados todo ano e donos de devices mais antigos vão querer continuar a jogar os games nos seus antigos devices. Isso gera uma dor de cabeça para as produtoras, pois os games passam a ser pensados não tendo em mente o melhor hardware, mas sim pensando em como otimizar tempo e dinheiro para entregar um produto que funcione bem em todos os modelos.

Além de tudo isso, os portáteis (GameBoy, GameGear, Nintendo 3DS, PS VITA e tantos outros), nunca sequer ameaçaram a produção de consoles. Sempre foram complementares. Eu diria que hoje eles estão entre uma experiência mobile e console, se aproximando mais desse último.

Há outro ponto também a ser considerado. Executivos da Sony já mencionaram que o sucessor do PS4 será um tablet. Há várias maneiras de interpretar essa informação. Primeiramente, hoje a palavra tablet também é genérica. O controle será um tablet ou o console? O Playstation Tablet irá projetar a imagem na TV e terá várias funcionalidades ou a experiência será focada essencialmente em games?

O que vem por aí ainda não se sabe. Mas, o que temos certeza é que gamers hardcore e gamers casuais sempre existirão e, para ambos, sempre haverão smartphones, tablets, consoles e portáteis 🙂

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Comparando “Assassins Creed IV”: PS3 versus PS4

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@rodrigocunha

Amanhã acontece o lançamento do tão alardeado game da UBISoft que, com o adiamento de Watch Dogs, será o principal responsável pelos resultados de vendas da empresa neste Natal: Assassins Creed IV – Black Flag.

É de conhecimento geral que estamos falando de um título multiplataforma, ou seja, não podemos considerar AC IV um game 100% next-gen. Watch Dogs é um caso a parte, pois é bastante visível o quanto a UBI vem dando foco no desenvolvimento do game para a versão PC que, aparentemente, é a plataforma líder, seguida pelos consoles next-gen, Wii U e, finalmente, PS3 e Xbox 360.

Voltando para o universo AC, hoje foi postado um vídeo no YouTube (veja abaixo) comparando a mesma cena (início da Sequência 3) de Assassins Creed IV rodando no PS4 e no PS3. Note que há poucas diferenças, basicamente restringindo-se a texturas e iluminação. Como a UBI já pronunciou que ambos os consoles rodarão exatamente o mesmo game, é bastante provável que a versão PS3 rode o game em resolução 720p, 30FPS e texturas com menor definição, além de iluminação menos apurada.

Trocando em miúdos, o game foi feito para os consoles atuais e sofreu um upgrade para PC e next-gen. Tá certo que comparar a performance de um game somente através de cutscenes não é lá muito válido, mas o vídeo não deixa de ser curioso, pois trata-se de um dos primeiros face off entre next e current gen.

Amanhã, quando o embargo dos reviews se encerrar, provavelmente logo pela manhã, as primeiras notas virão a tona, detalhando as versões PC, PS3, Xbox 360 e Wii U, já que as versões para consoles next-gen serão lançadas no próximo mês.

Mas e aí? Se o game for mal avaliado, você vai deixar de comprar? Ou vai experimentar primeiro, pra formar sua própria opinião antes de comprar o game? Ou, quem sabe, aguardar o lançamento dos consoles next-gen pra jogar Assassins Creed IV? Conta aí nos comentários e vamos bater um papo 🙂

Que tal abandonar o seu dia para entrar em um game?

por @rodrigocunha

Início de geração é uma beleza. Todo mundo empolgado com os novos consoles, economizando dali e daqui pra conseguir ser o dono de um next-gen ainda no 1º ano. E, pra tornar tudo isso ainda mais emocionante, a Microsoft deu hoje o kick off na campanha do Xbox One, soltando o 1º filme publicitário, onde é trabalhado o conceito “Jump Ahead”.

O filme convida as pessoas para entrarem nos jogos. É um convite para a nova geração: “Onde games e entretenimento não serão mais separados, mas estarão juntos, em UM”. Sim, Xbox One 🙂

Deu até vontade de entrar dentro do filme. A trilha sonora é mais vibrante do que o dia de qualquer uma das pessoas que são convidadas a entrar na aventura. Não sei quem canta, mas é bem provável que seja uma trilha encomendada somente para o filme.

Achei todo o conceito muito mais interessante que o 1º filme lançado pela Sony para o PS4, o “Perfect Day”, que soou, de certa maneira, um pouco depressivo, tentando transmitir o conceito de “dia perfeito”. Nada contra a música do Lou Reed que, por sinal, é incrivel. Só achei a regravação meio deslocada em meio aquelas imagens. Mas é só a minha opinião. De qualquer forma, na ocasião do lançamento desse filme, a música grudou por dias na minha cabeça 🙂

Dá uma espiada no filme da Sony aí embaixo e, na sequência, na versão original da bela música “Perfect Day”, originalmente gravada pelo mestre Lou Reed no álbum Transformer, produzido pelo genial, David Bowie 🙂

O iPad Air e a evolução dos games mobile

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por @rodrigocunha

Você prefere games de console ou mobile?

Bem, são experiências bem diferentes, e esse nem é o tema do post (estou preparando um exclusivo sobre esse tema). Mas a pergunta vem de encontro ao evento que a Apple realizou ontem, onde foi apresentado, entre outras coisas, os novos iPads.

Isso virou pauta aqui no blog pelo fato de o iPad Air, o novo iPad a ser lançado, vir com um processador A7 incorporado. É o mesmo processador já presente no iPhone 5S. O que o torna especial é o fato de ele ser o primeiro processador mobile a processar informações em 64 bits!

FINALMENTE, GRÁFICOS “CURRENT GEN”?

Esse é o ponto. Significa então que agora o iPad terá gráficos iguais aos de PS3 e Xbox360, como já foi alardeado por algumas desenvolvedoras? Muita calma nessa hora 🙂

Ter um processador com capacidade para interpretar dados em 64-bit apresenta grandes vantagens, entre elas a possibilidade de utilizar memória RAM superior a 4GB! Já imaginou um tablet com toda essa memória? Infelizmente o iPad Air não possui essa memória, nem o iPhone 5S. Segundo informações postadas em forums de desenvolvedores e alguns sites mais técnicos, o iPhone 5S  possui 1 GB de RAM, possivelmente a mesma quantidade de memória do iPad Air.

Dessa forma não há como extrair 100% da capacidade do processador A7 com relação a renderização em games, por exemplo. De qualquer forma, um device que dotado de um A7 trabalhando com 1GB de RAM já consegue demonstrar um considerável ganho de performance com relação a qualquer outro device fazendo uso de um processador de 32 bits. Entre vários benefícios, até o momento o mais perceptível é o tempo de carregamento de games e apps, os famosos loading times. Além disso, o A7 64-bit possui mais espaço de armazenamento de unidades chamadas “registros”, que poderão computar dados de maneira mais eficiente.

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Como os devices de ponta da Apple (iPhone 5S e iPad Air) agora são devices 64-bit, a Apple dá uma ferramenta extra aos desenvolvedores, permitindo que os games possam fazer uso de tais funcionalidades, tornando os games mobile tanto para iPhone 5S quanto para iPad Air, mais próximos do que estamos acostumados a ver em nossos PS3 e Xbox360. Mas, a memória RAM de dispositivos mobile ainda é um fator limitador. De nada adianta ter um super processador se ele não trabalha em conjunto de uma memória RAM generosa.

OS CONSOLES ATUAIS ESTÃO PEDINDO ÁGUA

Basicamente, é o que estamos observando com os consoles Current Gen há cerca de 1 ano e meio: os processadores até seguram a onda pra ir um pouco mais longe em termos de processamento, mas a memória RAM ainda limitada de ambos os consoles (512MB) funciona como uma âncora, obrigando desenvolvedores a ter que limitar o próprio escopo de projeto dos games, sendo obrigados a otimizar o desenvolvimento ao máximo. Isso leva mais tempo, o que nos leva a um maior custo para a produtora. Mas, esse esforço extra, alinhado a profunda intimidade com ambos os hardwares, tanto da Sony quanto da Microsoft, e o lançamento de engines cada vez mais poderosas, tem permitido que verdadeiras pérolas sejam lançadas. The Last of Us e GTA V são exemplos claros de superação 🙂

O iPad Air e o iPhone 5S estão se aproximando sim do que estamos acostumados a ver na atual geração (no vídeo abaixo você confere o iPhone 5S rodando Infinity Blade III). Porém, é bom lembrar que toda a arquitetura de um console é planejada para rodar jogos, ou seja, eles fazem isso muito bem, mesmo com memória limitada. Já devices mobile não são projetados para games. São dispositivos multitarefa e precisam lidar com todo dipo de app que você instala, navegar na web, fazer ligações … Os consoles atuais já demonstram o desejo tanto da Sony quanto da Microsoft, no que diz respeito a transformá-los também em dispositivos multitarefa. E é o que vamos presenciar com o PS4 e o Xbone, ambos dotados de até 8GB de RAM.

O PS4, por exemplo, irá utilizar 5.5GB de RAM para jogos. O restante ficará disponível para gerenciar multitarefa. Portanto, um iPad Air que possui 1GB de RAM, deverá utilizar somente parte dela para lidar com games. O quanto dela é exclusiva para isso ninguém sabe, já que a Apple não divulga.

O fato de o iPad Air e iPhone 5S estarem se aproximando dos consoles atuais em termos de processamento e apelo visual, também chama a atenção para um fenômeno que está acontecendo de maneira cada vez mais rápida: cada iPad/iPhone tem ciclo de hardware de 1 ano. Consoles chegam a 10 anos. Como a Apple implementou processadores 64-bit em seu devices topo de linha, é certo que ela planeja fazer um grande aporte de memória nesses dispositivos nos próximos anos. Eu não duvido, por exemplo, de que quando chegarmos ao final da próximo geração de consoles, os Apple devices já tenham alcançado o que os next-gen serão capazes de fazer.

Mas calma lá, isso levanta uma outra questão: queremos realmente que os games mobile tornem-se cada vez mais parecidos com os games para console? Ou queremos algo mais descontraído, mais apropriado para cada situação, deixando a experiência hardcore mais para a nossa sala de star, com home theater e TV de 50 polegadas? E quem sabe esse papo de hardware seja coisa do passado muito brevemente, fazendo com que todo o processamento de games mobile também seja através da nuvem? Sim, é uma possibilidade muito mais remota, até porque as operadoras de dados entrariam em parafuso. Mas não custa imaginar.

E você, o que acha de tudo isso? Let’s talk! 🙂

Enfim, os Reviews de Games impactam nas vendas?

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por @rodrigocunha

Reviews, análises, críticas: um mal necessário?

Talvez nada se equipare ao volume e a frequência de lançamentos da indústria de cinema e música em todo o mundo. É crítica pra tudo que é lado. Como a indústria de games tem crescido muito e, consequentemente sua relevância vem crescendo em igual proporção já há algum tempo, principalmente no Brasil, é notável também o crescente número de publicações respeitadas no meio, tanto na internet quanto fora dela. É nego criticando games como fossem filmes. Sim, isso é bom 🙂

Mas os reviews realmente impactam nas vendas de games?

 

OS ANOS 90 E AS REVISTAS DE GAMES BRASILEIRAS

Antes de começar a falar sobre a importância dos reviews no meio gamer, vale a pena lembrar como tudo acontecia, quando ainda nem se ouvia falar de internet e, quem tinha um PC ou Mac eram somente aqueles afortunados, principalmente no Brasil. No início da década de 90, as principais publicações relacionadas a games no Brasil (que eu lembro) eram: Ação Games, GamePower, Super Game, Super GamePower (fusão das duas anteriores) e VideoGame, que foi a pioneira por aqui e sim, eu ainda tenho a número 1 guardada 🙂

Também lembro bastante das publicações gringas que chegavam por aqui: GamePro (pra mim, essa era tida como uma bíblia sagrada), GameFan e a Electronic Gaming MonthlySEGA e Nintendo, que eram as duas grandes, já tinham representação por aqui. A Tectoy representava a SEGA (Master System, Mega Drive, GameGear) e a Gradiente representava a Nintendo (Phantom System – que era o equivalente ao Nintendo 8 bits, popularmente conhecido por aqui como Nintendinho). Mais tarde surgiu a Playtronic, que trouxe o Super Nintendo.

Nessa época, ficar informado sobre o lançamento de novos consoles, acessórios e games, dependia de você ir até a banca e comprar algumas dessas publicações. Lembro bem de ficar muito tempo caçando bancas, sempre em busca das publicações gringas, que traziam as notícias em última mão. Dá uma olhada nesses dois vídeos aí embaixo. O primeiro fala sobre como funcionavam as coisas na redação da Ação Games e o segundo, da Super Game Power, fala sobre a criação da revista e também sobre quem foi a tal “Marjorie Bros”. Tentei postar também o vídeo sobre a criação da Revista Videogame, a pioneira no Brasil, mas o embed não funcionou. Clica nesse link e dá uma conferida, porque também vale pena 🙂

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PERAÍ, E COMO EU FAZIA PRA VER A GAMEPLAY?

Se depender do que era possível na época, creio que os reviews eram ainda mais importantes do que são hoje. Durante aquele período, tudo dependia da pessoa que testava e fazia o review do game. O máximo que tínhamos disponível eram fotos! Nada de gameplay. Nada de trailer. Raríssimas vezes, uma demo, que era enviada somente para as redações e também eram chamadas de Eprom. Muitas vezes, as fotos que acompanhavam a matéria tinham baixa qualidade, pois eram tiradas direto da tela de uma TV de Tubo! Quando tratava-se de um grande lançamento, essas publicações recebiam releases com fotos melhores. Mas nem sempre isso acontecia.

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Quando uma revista colocava o selo THE BEST no review, pronto. Era um título must have! Aqueles reviews influenciavam demais. Ainda mais quando quem o escrevia realmente entendia do assunto, demonstrando vibração em cada linha. Ok, você já estava convencido e queria jogar o game. O que fazia? Procurava uma locadora. E sim, eram MUITAS nessa época, pois comprar games piratas dependiam sempre de alguém que fosse para o Paraguai (logo depois a pirataria de cartuchos se desenvolveu por aqui também) ou para os EUA.

Na locadora começava o drama. O dono comprava, no máximo, duas cópias do título lançado. Então sempre rolava aquela fila de espera. Quando o título era devolvido, todo mundo partia pra cima do balcão, disputando o aluguel do game a tapas. Era emocionante e eu lembro com bastante saudosismo dessa época 🙂

MAS E HOJE? QUAL O PESO DOS REVIEWS?

A maioria dos reviews de lançamentos hoje sofre embargo, ou seja, só podem ser publicados no horário determinado no próprio release, que geralmente antecede a data de lançamento do produto. Há casos onde a autorização de publicação acontece exatamente no dia do lançamento.

Há quem diga que isso acontece para “proteger” produtoras que não confiam no seu produto, conseguindo vender o produto nos primeiros dias para aqueles que não conseguiram ler o review. Mas, não acredito muito nessa hipótese, já que grandes produções frequentemente fazem uso do mesmo procedimento. É mais uma tática de PR, para que ninguém dê furo, e todas as publicações sejam beneficiadas.

“Já aconteceu com você, estar super interessado em um game e aí começa a ler os reviews e desiste da compra? E o contrário?”

Pois é, eu cheguei a ler há pouco tempo uma matéria sobre reviews de games na web. Não encontrei o link, por isso não postei aqui. A matéria falava sobre a frieza desse tipo de conteúdo, a ponto de as pessoas procurarem diretamente a nota final para decidirem se vão ou não comprar o título. A matéria também falava do impacto das notas do IGN e do Metacritic nas vendas de vários lançamentos. Afinal, as pessoas deixam mesmo de comprar quando uma nota é ruim em um veículo respeitável?

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UMA NOTA JÁ TE FEZ MUDAR DE IDEIA?

Bem, na minha opinião, essas notas tem sim um peso, mas em contra partida, temos o YouTube e o Twitch, que é um serviço que possibilita assistir gameplays de diversos títulos, principalmente de games recém-lançados. Isso faz com que  você mesmo tire a sua conclusão sobre o jogo. Você não vai conseguir sentir como funciona a jogabilidade, mas vai dar pra ter uma boa ideia sobre gráficos, som e desafio.

“Mas vamos lá, quando está pra sair aquele review que você espera há meses, você fica dando F5 no site, louco pra ver a nota?”

Quando a nota é boa, você se sente aliviado e empolgado e aí sim vai ler todo o texto. Quando a nota é ruim, há grandes chances de você reconsiderar a compra. Mas, sempre vale ter em mente que review é sempre a opinião de UMA pessoa e há casos de games que foram mal avaliados e, no fim das contas, são bons jogos. Talvez o exemplo mais recente seja Beyond – Two Souls, onde IGN e EDGE deram uma pálida nota 6.0 e o Metacritic apresenta nota 8.1, uma média de avaliação dos próprios usuários do site.

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METACRITIC: CASA DOS HATERS?

É, o Metacritic é polêmico. Por se tratar de um serviço que confronta as notas de publicações oficiais com notas dadas por usuários, geralmente sempre há polêmica e discussão no site. Sabe-se que há grande concentração de haters lá dentro, ou seja, pessoas que só acessam o serviço pra dar nota baixa, sem nem ter experimentado o game, somente pelo prazer de ver o score médio diminuir. Geralmente acontece quando há jogos exclusivos em uma plataforma e os donos dos consoles rivais entram em guerra e os ânimos afloram 🙂

Concluindo, creio que a importância dos reviews é e sempre será grande porque sempre vamos precisar de pessoas que “moderem” o discurso. O Metacritic está aí pra provar que opiniões baseadas SOMENTE no que os usuários pensam, tornam-se inviáveis, já que sempre entram na conta a rivalidade, o ódio e o simples prazer de “causar” e trollar. Mas há de se reconhecer que essa importância tem diminuído exatamente por conta do YouTube e do Twitch, além das próprias redes sociais, como Facebook e Twitter, onde seus amigos vivem postando fotos e vídeos de gameplay, dando a própria opinião sobre o game.

Afinal, antes de comprar um game, você valoriza mais uma nota dada por um veículo, uma gameplay de YouTube/Twitch, ou o comentário de um amigo próximo, que também é tão gamer quanto você? 🙂

O mundo mágico da marca Playstation

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por @rodrigocunha

Eu não sei bem ao certo, mas sinto que a Sony tem algo que me lembra muito a SEGA no que diz respeito ao “universo” criado por ela. Há algo mágico no universo da Sony, que só entende quem é seguidor da marca. Eu sentia algo do gênero quando tinha meu Master System e, mais tarde, meu Mega Drive.

Mas talvez tudo isso seja só saudosismo meu mesmo. Quem teve/tem Nintendo, certamente sente a mesma coisa. Quem sabe, se eu tivesse sempre tido Nintendo na vida, estivesse escrevendo esse mesmo texto 🙂 Creio que tudo isso está intimamente ligado às franquias exclusivas de cada console. Quanto mais jogos exclusivos e personagens antológicos, mais a percepção dessa magia fica evidente.

Mas enfim, pra brindar todo esse sentimento, a Sony publicou hoje um vídeo que vai te tocar de alguma maneira. É o #4ThePlayers since 1995, que teve grande parte do conteúdo inspirado em memórias de consumidores publicadas através da hashtag #PlaystationMemories. No vídeo, a empresa reforça o conceito de que a marca Playstation está diretamente conectada com jogadores e seu universo. É a Sony querendo reforçar toda essa ideia de mundo mágico.

O vídeo mostra amigos jogando o 1º Playstation e, mais tarde, os consoles que o sucedem. Interessante notar como o quarto do dono dos consoles muda com o tempo, assim como seus interesses. Vale observar na janela a evolução do próprio bairro onde ele mora.

Agora cá entre nós: o que era o som que acompanhava a tela de boot do 1º Playstation? Aquilo era ÉPICO. Tinha som de revolução. E realmente era 🙂 Até hoje, quando ouço esse som, lembro de uma época onde me senti completamente entorpecido pelo videogame da Sony. Foi nele que experimentei games como Gran Turismo, Silent Hill, Resident Evil, Final Fantasy, Dino Crisis e vários outros.

Dá o PLAY aí embaixo e dá uma chance pro saudosismo rolar, vai 🙂

Ja é possível jogar PS4 em algumas lojas nos EUA!

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por @rodrigocunha

É meus amigos. Até agora a Sony BR não veio a público declarar que toda aquela história de #PS4K era apenas uma brincadeira. Ontem esse foi o tema abordado aqui no Meio Gamer.

Agora mudando um pouco o foco sobre o preço, nos EUA a Sony (aquela que está cobrando um preço justo lá fora) está colocando alguns quiosques em lojas selecionadas para que os mais afoitos já possam experimentar o PS4. Algumas das lojas selecionadas são Best Buy, GameStop, Target, entre outras.

Algumas lojas não foram anunciadas e farão parte de uma surpresa, o que irá motivar muita gente a fazer uma maratona pela cidade em busca desses locais. Os games que estarão disponíveis em versão jogável nesses quiosques são: FIFA 14, Contrast, Knack e Octodad: Dadliest Catch. Lista bem boring, uh?

Pois é, Watch Dogs e Driveclub não estarão disponíveis, já que foram adiados para 2014. A lista inicial de games que estarão disponíveis no lançamento tanto do PS4 quanto do Xbone ficou meio sem sal mesmo. Watch Dogs iria mover grande parte das vendas de consoles next-gen nesse final de ano.

Além disso, os melhores títulos a desembarcar nas próximas semanas serão cross-gen: Assassins Creed IV, Need for Speed: Rivals, Battlefield 4 e Call of Duty: Ghosts, pra citar alguns, também estarão disponíveis para a nova e “velha” geração. Com tudo isso, aqui no BR, a Microsoft deve nadar de braçadas com relação as vendas de Xbone em uma batalha desleal contra o PS4, já iniciando os trabalhos para manter o share de 80% de mercado.

Quanto a Sony BR, e se eles colocassem quiosques de PS4 para que as pessoas pudessem experimentar o novo console em algumas lojas aqui no BR. Heim? Manifestação? Quebra-quebra mas lojas? #NãoÉSóPor4000? 🙂

Bem, haverão consoles PS4 disponíveis pra jogatina lá na BGS. Sinto que vários memes serão criados por lá 🙂

Ps.: Se tudo der certo, estarei por lá fazendo cobertura para o Meio Gamer.