Videogames + Hollywood: aonde essa brincadeira quer chegar?

howthevideogameindustryisbecominglikehollywood

Ah, claro, o motivo desse texto é o gameThe Order: 1886, lançado na semana passada para Playstation 4. Mas os desdobramentos vão longe meu amigo. Arruma aí o seu assento, fique bem confortável, tire seus sapatos, coloque uma música relaxante. Vem comigo…

O namoro entre videogames e hollywood é bem antigo, né? A indústria de entretenimento eletrônico e os estúdios de Hollywood vem tentando “sair juntos” faz tempo. Desde os tempos do nosso saudoso Atari 2600, em meados da década de 70 e início de 80. Ah, não resisti e vou falar e também não me julgue por isso: BONS TEMPOS!

E era um namoro romântico pra caramba. Ficava bem visível através das capas dos cartuchos da época, que sempre atiçavam a minha imaginação. Mas, quando começava a jogar, via que os games não passavam de um amontoado de pixels mesmo. Mas, mesmo assim, era divertido demais. Lógico, eu enxergava muito além dos pixels :)

O INÍCIO DO RELACIONAMENTO E DAS “DRS”

Mas naquele tempo o relacionamento entre as duas indústrias não vinha dando muito certo, sabe? O game do filme Gremlins foi um desastre em vendas assim como E.T. O Extraterrestre. Acreditava-se que o fato de produzir um jogo baseado em um filme seria garantia de sucesso. Simples assim. Isso continuou a acontecer durante muito tempo e até hoje vemos produtoras pagando milhões em licenciamento para fazer títulos baseados em longas de sucesso.

Como grande parte desse investimento acaba sendo gasto em licenciamento, pouco resta para ser investido na equipe que realmente vai criar o produto, ou seja, no que realmente interessa. O resultado? Games como Enter the Matrix (PC, PS2, Gamecube, Xbox), baseado no filme Matrix, Iron Man (Xbox360/PS3), Friday the 13th (NES), Charlie’s Angels (PS2/Gamecube) enfim, a lista é enorme. Do mesmo tamanho do fiasco que foram esses jogos :)

Esse tipo de produto continuará a chegar ao mercado. Faz parte do business. Até porque alguns até acabam vendendo bem, impulsionados pelo sucesso nas bilheterias das produções nas quais são baseados. Mas é interessante também repararmos em outro movimento. Eu diria que começou a acontecer na época dos também saudosos e queridos Mega Drive/Genesis e Super Nintendo.

FILMES INTERATIVOS: OK, MAS E A TAL DA SUBSTÂNCIA?

Lembra de Lethal Enforcers, uma produção da Konami? O game tinha um cenário completamente digitalizado. Dizíamos na época: “Uau, perfeição. É um filme!” Mas era um simples game de tiro. Impressionava demais pra época pois era tecnicamente impossível de reproduzir sem digitalização.

Foi mais ou menos nesse período que também vimos o famoso arcade Time Traveler, que era baseado em laser disc e rodava as animações dos personagens previamente captadas direto do disco. Era tudo pré-gravado. Mas o truque chamou a atenção de muita gente. Eu mesmo… E tinha também Mad Dog McCree e Phantasmagoria que também seguiram a linha “filme interativo”. Esse último, um hit estrondoso. Mas ambos não tinham lá muita substância, vai. Valia mais pela inovação mesmo.

Time Traveler: esse foi pauta de um Globo Repórter sobre games, no início da década de 90

Mas aí chegaram novos consoles. Novo hardware. Aí começamos a ver games reais cada vez mais parecidos com filmes. Nada de pré captação de imagens, restringindo-as apenas a técnicas de MoCap. Os consoles começaram a esbanjar potencial para renderizar cenários tão sofisticados que o escopo de possibilidades se ampliou bastante. E quando digo bastante…

OS “STEVEN SPIELBERGS” DO MERCADO DE GAMES

Jogos com roteiros e personagens complexos, histórias cada vez mais interessantes, direção artística. Diretores ficaram famosos: Sinji Mikami (Resident Evil), Hideo Kojima (Metal Gear Solid), Ken Levine (Bioshock), Kazunori Yamauchi (Gran Turismo), David Cage (Heavy Rain/Beyond: Two Souls) e Neil Druckmann (The Last of Us) são apenas alguns exemplos dos “Steven Spielbergs” desse mercado.

Neil Druckmann, o "mago"por trás do já revolucionário The Last of Us

A trilogia Uncharted, da conceituada produtora Naughty Dog é praticamente uma versão da série Indiana Jones para o Playstation 3. A diferença? Roteiro, mundo e personagens próprios. Aí tivemos tivemos games como Heavy Rain e Beyond: Two Souls. Esses dois estão mais para filmes interativos do que games em si. A diferença é que agora há mais partes jogáveis e, como já disse, gráficos em real time.

Aí chegamos no “HOJE”. Tivemos o polêmico lançamento de The Order: 1886, mega produção exclusiva para o Playstation 4. O game conta com gráficos incríveis, criados para exibir o poder de processamento da nova máquina da Sony. A crítica especializada (leia esse review do IGN Brasil, pois está bastante completo) e os jogadores não pouparam elogios ao visual do game. Sabe aquela loira sem photoshop que você não acredita ser natural? Pois é, uma belezinha.

O QUE IMPORTA? JOGABILIDAE OU PARTE TÉCNICA?

Porém, consumidores de todo o mundo reclamaram demais quando o assunto passa a ser a jogabilidade, que é bastante restrita e praticamente guia o jogador durante todo o tempo, exibindo na tela os comandos que precisam ser dados em determinado período de tempo. Sim, os polêmicos Quick Time Events. Você os ama? Odeia? O que eu acho? Bem, eu tenho DR com eles frequentemente.

Em The Order: 1886, tudo acontece para fazer parecer que o jogador está dentro de um filme. Ainda estamos perseguindo isso. E agora a coisa ficou bem séria. Assim como Heavy Rain e Beyond: Two Souls. O problema é que a galerinha do marketing da Ready at Dawn, produtora do título, gerou expectativas irreais.

Não ficou claro durante a divulgação que o foco seria menos ação e jogabilidade e sim mais “sorria, você está dentro de um filme, olha que incrível”. Há grandes cutscenes, onde você fica com o controle nas mãos apenas assistindo o que acontece na tela. O vídeo aí embaixo tem mais de 6 horas de jogabilidade. Dá uma olhadinha, vai.

Em The Order: 1886 é assim: você até joga. Joga um pouco mais. Assiste denovo. Joga um pouco. Assiste. Assiste e, assiste. Isso me faz lembrar de algumas perguntas que sempre volto a fazer pra mim, de tempos em tempos: queremos realmente que os games tornem-se cada vez mais reais? Ou queremos que eles sirvam apenas como uma mera fuga da realidade? Afinal, qual o problema do escapismo por um determinado período de tempo? Heim? #QuemNunca?

O que importa é a jogabilidade e a diversão ou a parte técnica? “Ai que jogo feio, olha as feições do personagens, que horrível”. É necessário uma grande história pra que o game seja um hit? Lembro de vários games clássicos que até hoje são lembrado e muito jogados: Super Mario WorldEnduroPacmanRiver RaidPitfall, só pra lista não ficar tão longa. Nenhum desses tinha grande história. Aliás, o único que esboçava querer ter uma história – mesmo que simplérrima – era Super Mario World. E todos estão muito distante da realidade em todos os termos, certo? Ou você vive naqueles mundos do Super Mário? Se sim, me explica como chegar lá :)

COMO A INDÚSTRIA VAI CONSEGUIR EVOLUIR AGORA? JÁ NÃO FIZEMOS ESSA PERGUNTA HÁ 10, 20 ANOS?

Louco né? E pensa agora: já imaginou o que vai acontecer quando não conseguirmos mais distinguir um game de um filme? Quando isso acontecer, será que teremos uma boa jogabilidade ou tudo será feito somente em prol de barulhos e explosões na tela? Afinal, as pessoas querem espetáculo e também é preciso vender novos consoles e hardwares mais potentes. O business precisa girar.

Olhando essa imagem de THE ORDER dá até pra ter dúvidas se dá pra ficar melhor visualmente

Ok, é bem provável que não tenhamos mais consoles em um breve futuro, já que o processamento de games tende a acontecer nas nuvens. Mas aí será cobrado um valor maior pra você poder ter acesso a gráficos mais reais. E sempre haverá público pra isso. Mas, voltando a pergunta: e quando não for mais possível distinguir entre game e filme? Vamos para o cinema jogar? Como essa indústria vai evoluir?

Talvez a resposta sejam os desenvolvedores indie e os games mobile. Sim, os games indies, principalmente produções mobile, estão fazendo o caminho inverso de toda essa loucura. Games com visual e jogabilidade retrô, totalmente pixelados, com músicas sintetizadas. Eles tem vendido aos montes e agradando um público bem distinto. A SEGA já comunicou que vai se focar exclusivamente neles. Daqui a pouco a Nintendo deve começar a namorar o mercado mobile também.

ALÔ CALL OF DUTY. ALÔ BATTLEFIELD

Talvez seja isso mesmo. Teremos os extremos proporcionados pelas produtoras de games sempre namorando com HollyWood e os games simples, para aqueles que só querem se divertir durante 5 minutos. Mas aí me vem outra pergunta: o quanto mais caro tem ficado produzir um game? Se estamos nos aproximando cada vez mais de produções cinematográficas (GTA V custou mais que vários blockbusters de Hollywood), o tempo de produzir um game tende a aumentar.

E a ficar mais caro. E o risco pra produtora aumenta proporcionalmente. Desse jeito, poucas vão querer realmente inovar, resolvendo apostar nas velhas fórmulas e franquias, somente melhorando o visual. Afinal, é preciso garantir os lucros. Tem os investidores também, aquela coisa toda. Ah, vamos aproveitar e mandar um alô pra Call of DutyBattlefield

Ah, e tem também os óculos de Realidade Virtual, né? Eles chegam em um momento onde as duas indústrias estão mais próximas que nunca. Mas vamos lá, talvez pouco irá importar definir o que é uma experiência interativa e o que é um filme. A imersão proporcionada por esses óculos e produções interativas milionárias será tão grande que o conceito de game talvez fique ultrapassado. Talvez tudo se torne um jogo. Gamificação da vida.

Observar os desdobramentos dessa indústria magnífica, está cada vez mais interessante e excitante. De um lado vemos sofisticação sem precedentes. De outro, uma simplicidade que cativa. Eu confesso que gosto de sofisticação mas carrego simplicidade em meu mobile device, bem ali no meu bolso :)

E você?

Por que “DESTINY” merece a sua atenção?

destiny3

*Artigo publicado originalmente no portal Tudo Para Homens, onde escrevo sobre games, tecnologia, cinema, música e comportamento.

Jogos como Call of Duty e Battlefield já não me atraem mais, tamanha a falta de criatividade que vem dominando esses títulos. É aquele esquema manjado: mudam os cenários, uma pequena alteração na mecânica aqui, outra ali e pronto, surge outro game CoD ou BF, todo santo ano.

E o mercado desse gênero de game já está deveras saturado. Por isso, eu não vinha pondo tanta fé em Destiny como DEVERIA. Mesmo assim, o coloquei na lista das produções “a conferir”, simplesmente por se tratar de um projeto da respeitadíssima Bungie, responsável pela franquia HALO. Quase nada, né?

DESTINY: UMA SURPRESA INESPERADA

Com a abertura do beta na semana passada para todos que possuíssem uma conta Plus na PSN ou Gold na Live, lá estava eu, dando início ao download do beta. E meus amigos, fazia ANOS que eu não jogava um FPS que me deixasse tão empolgado.

O motivo de toda a minha empolgação com Destiny é simples: ele agrada quem gosta de multiplayer e aqueles que gostam de jogar o famoso modo história – ou campanha, como queira. E me agradou não por ter um bom modo história ou um modo multiplayer redondinho, apesar de isso ser uma verdade. O ponto aqui é que a Bungie mesclou os dois modos de maneira magnífica: quando você opta por jogar sozinho, acaba cruzando com outros jogadores que também o estão fazendo.

A HISTÓRIA: SIM, VOCÊ ESTÁ FAZENDO PARTE DE ALGO MAIOR

Você pode acenar pra alguém, apontar, chamar pra te acompanhar na jornada. Falando em “jornada”, sim o game tem momentos de Journey, o projeto independente da produtora com o melhor nome de produtora do planeta, a ThatGameCompany. E isso é muito, mas muito bom.

Quem jogou Journey sabe muito bem do que eu estou falando. Daquele sentimento único de estar fazendo parte de algo maior, de imaginar o que aquelas pessoas que estão te acompanhando estão pensando. Há um grande senso de união aqui, até pelo mood da história, que retrata o nosso universo a muitos anos a frente, quando uma “força” -representada aqui como uma esfera branca chamada “The Traveler” (O Viajante) – tornou habitável Marte e Vênus.

Claro que nós humanos, sempre querendo mais e mais, dominamos esses planetas e construímos nossas bases por lá. O problema é que houve um grande levante de algumas raças alienígenas – Exos e Despertos – que não gostou nadinha dessa história. E sim, eles vieram para o nosso planeta nos enfrentar digamos, pra nos riscar do mapa de uma vez por todas.

Não preciso falar que isso gerou uma GRANDE guerra, deixando nosso querido e amado planeta completamente desolado. Sabe aquele cenário apocalíptico que ficamos acostumados a ver em filmes e games? É assim que a terra retratada em Destiny é vista. Nesse contexto, a raça humana construiu uma cidade que é regida pelo tal Viajante. É a última cidade segura, longe de ameaças alienígenas.

FIQUE TRANQUILO, VOCÊ NUNCA ESTARÁ SOZINHO

Nessa cidade, chamada de “Torre”, você encontra com vários outros guardiões – que são pessoas como você que estão passando por ali para comprar armas, itens, interagir. É um belo lugar, pois é o único lugar onde ainda reina a paz. A todo momento chegam naves trazendo novos jogadores nesse local. Gente que por alguma razão resolveu passar por ali, seja pra descansar de uma longa batalha ou pra aperfeiçoar o personagem.

Falando nisso, criar o seu personagem no início do jogo é bem divertido. Evoluí-lo ao longo da jornada é ainda mais prazeroso. Há elementos de RPG nessa evolução, tudo muito bem implementado, bonito e lógico. Evoluir o personagem é delicioso, diferente de muitos games que apresentam uma interface truncada nessa hora. TUDO em Destiny flui suave como manteiga.

Destiny2

E também “suave na nave”. É na Torre que fica o Hangar com várias naves de outros jogadores. Você pode incrementar a sua, comprar uma nova e por aí vai. Destiny tem possibilidades infinitas. E olha que essas impressões eu tive somente a partir do Beta, que é uma pequena fração do jogo. #ImaginaNaVersaoFinal

Ah, você NUNCA vai se sentir sozinho em Destiny. Como eu já disse, apesar de ser possível jogar sozinho, você vai encontrar com várias pessoas durante a sua jornada por um planeta. Durante seu “passeio” por um desses lugares, vão surgir “Public Events”, que são batalhas onde vários jogadores se juntam pra derrotar um inimigo em comum ou lutam contra si. O mais legal aí é que você decide se quer participar ou não.

Ou seja, se estiver cansado de jogar sozinho, vai poder jogar o moco multiplayer dentro do “singleplayer” – aqui entre aspas porque não é um singleplayer de verdade. E é aí que reside metade da mágica da Bungie em Destiny. A outra metade está nos momentos Co-Op, onde você só consegue vencer ordas de inimigos com a ajuda de outros Guardiões – que são outros jogadores online.

Destiny4

O senso de equipe é bassante sentido aqui, já que quando você morre, precisa ser “ressuscitado” em até 30 segundos por algum parceiro. Do contrário, bye bye. Você só sobreviverá, como já diziam os Beatles, “With a little help from my friends” meu chapa.

A BELEZA DA DEVASTAÇÃO

Ah, e não dá pra deixar de falar dos gráficos não. Tudo está muito, mas muito bem acabado. Eu nunca vi efeitos de luz tão convincentes como vi no beta de Destiny. Olhar para o sol entre as árvores é surreal. É quase real. E, durante a noite, você vai acabar levando alguns tiros só porque ficou olhando para a beleza da lua no céu. É lindo cara! Vale a pena “morrer” por isso :)

E o nosso planeta devastado? Ele tem a sua beleza. Há estruturas bélicas absurdamente gigantes, que te dão um puta senso de incapacidade, insignificância. Você pensa: “Cara, eu não vou poder com isso. Como? Olha o tamanho da base desses caras. Eles vão me dizimar, fácil fácil”. O escopo desse jogo é enorme. Há um grande senso de escala em tudo.

Enquanto você está em campo de batalha, no chão, muita coisa está acontecendo no céu. Dá só uma olhada nesse timelapse aí em cima. É de cair o queixo! Quando não há naves, há mudança de tempo ou, simplesmente, gaivotas voando. Em meio a guerra, há muitos momentos pra serem contemplados.
Em um deles, tive uma bela surpresa ao me deparar com um cachoeira no meio de um vale deserto.

Fui até ela ver a água resvalar nas pedras, emitindo aquele spray de água. Mais a frente, haviam mais jogadores que provavelmente faziam o mesmo. De longe, um deles acenou pra mim. Outro apontou. Provavelmente pensavam: “Cara, olha eu aqui. Também estou deslumbrado com esse mundo onde estamos”.

BUNGIE, EU QUERO ABRAÇAR VOCÊS!

TUDO em Destiny é feito com MUITO amor. Isso fica evidente em cada canto, cada planeta, cada som, cada música. Aliás, que trilha sonora, heim? Ela foi composta pelo mesmo compositor de HALO, ou seja, Martin O’Donnell. Em Destiny, Martin trabalhou na trilha ao lado de Sir Sir Paul McCartney! Olha eles aí embaixo.

martin

Como se tudo isso não bastasse, a Bungie, produtora do game, é incrível. É impossível não simpatizar com esses caras, tamanha a atenção que dispensaram aos jogadores durante o beta, que ficou no ar por aproximadamente duas semanas. Esse período serviu pra que a Bungie fizesse simulações e observasse o comportamento dos jogadores online, acompanhando de perto a performance dos servidores.

O beta terminou no Domingo (27/07), por volta das 22h (horário de Brasília), deixando muita gente triste e ansiosa pela data de lançamento, que acontecerá no dia 9 de Setembro. O sentimento dos jogadores no twitter foi interessante de se acompanhar. Muitos pediam que a Bungie não tirar o beta do ar. Outros aguardavam uma fila que tinha mais de 10.000 jogadores aguardando pra entrar no game. Eu fui um desses. #NãoTavaFacilPRaNinguem :)

Enfim, espero ter conseguido responder a pergunta que abriu esse post :)

Ah, no final, quando o beta encerrou, essa foi a mensagem que ninguém queria ver, e que deparei ao entrar novamente no jogo, depois das 22h. Um tanto melancólica, encerrando a minha breve jornada.

Watch Dogs: afinal, o que as pessoas esperam de um game?

WatchDogsArt

*Artigo publicado originalmente no portal Tudo Para Homens, onde escrevo sobre games, tecnologia, cinema, música e comportamento.

Falar sobre Watch Dogs, a nova franquia da Ubisoft , é um tanto complicado. Por essa razão, deixei passar um pouco o hype, que já existia desde o anúncio oficial, na E3 de 2012, quanto todos viram algo quase inacreditável, e foi amplificado após o dia 27 de Maio último, quando o game finalmente foi lançado. E polêmica é o que não falta quando se fala em Watch Dogs.

Como você já deve ter lido zilhões de reviews por aí – incluindo diversos #mimimis – optei por não fazer uma análise de Watch Dogs, mas falar sobre o que as pessoas realmente esperam de um game. Antes disso, vamos a alguns fatos: pra começo de história, logo após o lançamento, o que mais se ouvia estava relacionado a qualidade gráfica.

Afinal, os gráficos do produto entregue pela Ubisoft estavam realmente aquém daquele jogo “revolucionário” apresentado em 2012. Soma-se a isso a questão do hype excessivo sobre o título durante os dois últimos anos.

Mas antes disso, muita gente já estava se decepcionando com o game. O título estava programado para ser lançado junto com a nova geração de consoles, em Novembro do ano passado. Na última hora, a Ubisoft anunciou que o game seria adiado, sem divulgar uma nova data, o que deixou muita gente decepcionada.

“As pessoas estão consumindo mais notícias relacionadas a games do que realmente jogando?”

 

O motivo do adiamento? Segundo a empresa, o game precisava de polimento extra. Acredita-se que GTA V, lançado no mês de Setembro, tenha forçado a Ubisoft a trabalhar melhor o seu título, dada a qualidade do game da Rockstar.

Mas vamos deixar um pouco a questão gráfica de lado. As pessoas estão consumindo mais notícias relacionadas a games do que realmente jogando? As vezes me parece que sim, já que é bem comum pessoas tecerem opiniões relacionadas a um título sem sequer tê-lo jogado, muitas vezes baseadas em comentários em sites, blogs ou até mesmo, em um vídeo em baixa resolução do YouTube.

Parece também haver o fator “ódio” relacionado a um lançamento de peso. A franquia Call of Duty tem enfrentado esse tipo de problema nos últimos anos e, mesmo assim, vem vendendo muito. Os fanboys colaboram bastante para que esses movimentos ocorram, perdendo bastante tempo discutindo, discutindo e, depois, discutindo novamente. É algo que a web vem potencializando, e não diz só respeito a games. É mais gente lendo sobre do que realmente experimentando.

“Exigir que as histórias de games tenham padrão de cinema não seria inocente ou até pretensioso demais?”

 

E com relação a games, parece estar havendo uma espécie de paranóia técnica. Gente que se incomoda com a resolução do game a ponto de detestá-lo e praticamente condenar quem não se importa com esses números ou joga um jogo em uma plataforma que oferece desempenho inferior a outra. São apenas dados técnicos, números. Afinal, não é a diversão o que deveria importar aqui?

Voltando a Watch Dogs, há muita gente também reclamando da história do jogo. Primeiramente, devemos lembrar que trata-se de um game. Exigir que as histórias de games tenham padrão de cinema não seria inocente ou até pretensioso demais? São mídias diferentes, afinal de contas, com diferentes tipos de propósito. Quando alguma produtora resolve lançar um título com foco maior na história, muita gente reclama ainda assim.

As pessoas reclamam porque geralmente, quando a história se aprofunda demais, a diversão é colocada de lado. Tudo tende a ser mais lento. Videogames são feitos para nos divertirmos o que não impede, é claro, de termos boas histórias contadas nessa mídia. A série Metal Gear Solid,Final FantasyThe Last of Us e tantos outros, estão aí pra provar isso. O que não dá é pra exigir algo digno de Oscar. É preciso saber separar as coisas.

“O problema é que quando o #mimimi começa, as pessoas apontam problemas que não apontariam não fosse uma histeria que começa a acontecer em pequenos grupos e depois toma forma na web”

 

Tendo isso em mente, eu gostei da história de Watch Dogs. Ela está ali pra fazer todo o tema baseado em hackers e hyperconectividade, funcionar. Ou você acha a história de GTA V digna de Oscar? Provavelmente não, mas ela também funciona muito bem, e ajudou a fazer o game da Rockstar brilhar.

O problema é que quando o #mimimi começa a rolar, as pessoas comecem a apontar problemas que não apontariam não fosse uma histeria que começa a acontecer em pequenos grupos e depois começa a tomar forma na web. E isso não se restringe a games, é claro.

É um tal de nego concordar com algo só porque alguém falou, que não tá no gibi (quem tem Facebook sabe muito bem do que eu estou falando). E esse tipo de coisa tende a te influenciar se você não tomar cuidado. Já experimentou ler a crítica de um filme antes mesmo de assisti-lo e tentar não ser influenciado? É complicado.

“Um game, assim como um filme, música, jamais serão perfeitos. Cada um enxerga a “perfeição” de maneira distinta. E é aí que está a graça. Imagine um mundo onde tudo é perfeito aos olhos de todos. O que seria a perfeição, se tudo é igual?”

 

Cheguei a ler muita gente falando mal da mecânica de hackear objetos, já que a maioria desses momentos acontecem de maneira bastante objetiva, pressionando apenas um botão. Há momentos onde há algo mais rebuscado, fazendo com que você monte um breve puzzle, semelhante aqueles presentes em Bioshock 1 e 2, onde você deve ajustar o fluxo da conexão de um ponto A até o ponto B. Mas nada complicado, ou seja, o objetivo aqui não é hackear algo de verdade. É a diversão. Do contrário seria monótono demais.

Também há bastante gente reclamando sobre o fato de o personagem, Aiden Pearce, não poder atirar em perseguições de carros, como acontece em GTA. Mas poxa, não estamos em um game onde a principal arma é hackear objetos?

Seria exagero comparar a ctOS ao Google ou mesmo ao Facebook. Mas é impossível não pensar a respeito”.

 

Um game, assim como um filme, música e afins, jamais serão perfeitos. Cada um enxerga a “perfeição” de maneira distinta. E é aí que está a graça. Imagine um mundo onde tudo é perfeito aos olhos de todos. O que seria a perfeição, nesse caso, se tudo é igual?

Watch Dogs aborda um tema bastante interessante e atual, contanto uma história que se baseia em pessoas que se tornaram um amontoado de dados (Big Data) que são analisados por uma corporação, a ctOS. O personagem central, através de um smartphone, é capaz de hackear o telefone de qualquer pessoa nas ruas, passando a saber nome, idade, busca mais frequente no Google, qual o valor de sua conta bancária, profissão, se já cometeu ou não adultério, e uma infinidade de outras informações, incluindo até alguns dilemas morais como por exemplo, escolher entre roubar ou não dinheiro de uma pessoa que está tratando o câncer.

Seria exagero comparar a ctOS ao Google ou mesmo ao Facebook. Mas é impossível não pensar a respeito. Estou jogando o game na versão PS3,que é sim inferior a versão lançada paraPS4 (e não podia ser diferente, afinal, são consoles de gerações diferentes, certo?), por exemplo, que possui resolução e textura melhores.

Mas o fator diversão é idêntico nas duas versões. E isso pra mim é o bastante, já que pretendo mudar de console somente próximo do final desse ano ou, quem sabe, talvez só no início do ano que vem, já que os títulos que realmente apresentarão um salto de geração considerável, saem só no ano que vem.

“Watch Dogs é só um game, como tantos outros. E não há nada demais nisso. Afinal, games estão aí pra divertir e ponto final. Mas, pra todos que querem que eles sejam algo mais, talvez seja por isso que os óculos de realidade virtual estejam chegando. Mesmo com neles, um game será apenas um game, até segunda ordem”.

 

A cidade de Chicago, reproduzida em Watch Dogs, é bastante interessante e fui pego várias vezes caminhando pelas esquinas, entrando em cafeterias, passeando de trem, indo até o subúrbio, voltando para a cidade. GTA tem tudo isso e mais um pouco – inclusive o mapa de GTA V é maior – mas Watch Dogs tem o seu charme, e também agrada aqueles que gostam de jogos de mundo aberto.

Há sim semelhanças aqui com Assassins CreedSplinter Cell e GTA. E essa mistura trabalha em conjunto pra apresentar um título com uma identidade própria, que nasce dos melhores elementos desses títulos em que se inspirou, dando a sensação de se estar jogando todos eles ao mesmo tempo.

Eu também esperava que a qualidade gráfica fosse algo muito próximo aquela apresentada na demo de 2012. Mesmo assim, o game é bonito, independente da plataforma em que se joga, e a temática consegue ser interessante o suficiente pra te entreter por horas. Watch Dogs não muda o mundo, nem a vida de ninguém.

Ele é só um game, como tantos outros. E não há nada demais nisso. Afinal, games estão aí pra divertir e ponto final. Mas, pra todos que querem que eles sejam algo mais, talvez seja por isso que os óculos de realidade virtual estejam chegando. Mesmo com neles, um game será apenas um game, até segunda ordem :)

Números não chegam a atestar a qualidade de algo, mas Watch Dogs vendeu mais de 4 milhões de cópias na 1ª semana de lançamento, ultrapassando os números de todos os lançamentos da UBisoft. As críticas negativas e todo o #mimimi, aparentemente, não estão evitando as pessoas de irem até as lojas e comprarem o game.

Gostaria de concluir esse texto pedindo para que, antes de você dar opinião sobre qualquer coisa, ou mesmo decidir pela compra, prefira antes testar você mesmo. Caso eu fosse influenciado por tudo que estou lendo sobre Watch Dogs, jamais compraria o título.

E confesso pra vocês, estou me divertindo pra caramba :)

E3 2014: um resumo sobre os anúncios mais relevantes

e3-2014 (1)

*Artigo publicado originalmente no portal Tudo Para Homens, onde escrevo sobre games, tecnologia, cinema, música e comportamento.

E3 desse ano está chegando ao fim. E, como sempre, tivemos vários anúncios de novos games, em sua maioria, para a nova geração de consoles, que começa a ganhar força. Foi um ano onde MicrosoftSony Nintendo, focaram suas conferências na apresentação do que mais interessa para os jogadores: jogos.

Após assistir aos anúncios e ver e rever os trailers dos principais games que serão lançados até o ano que vem, fica a certeza de que finalmente a nova geração está finalmente começando a se estabilizar. Para quem ainda não adquiriu um PS4 ou Xone e está planejando a fazê-lo somente em meados do ano que vem, os meses de outubro e novembro desse ano, são meses que vão te provocar: Assassins Creed UnityFar Cry 4Call of Duty: Advanced WarfareBattlefield: HardlineFIFA 15GTA V (remasterizado para a nova geração) e, possivelmente, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, serão lançados nesse intervalo.

Quer continuar a resistir? Então nem assista aos trailers abaixo. A coisa tá simplesmente irresistível. Estão reunidos aqui, alguns dos principais games que serão lançados entre esse ano e o próximo. Se ainda não assistiu a nenhum mas mesmo assim já planeja adquirir um novo console ainda esse ano, você vai querer fazer antecipar a compra pra hoje! Eu falo sério, depois não diga que foi por falta de aviso. Ainda estão havendo mais anúncios, já que o evento termina só dia 12. Mas, se fosse incluir tudo aqui, esse texto ficaria longo demais.

Enfim, os mais relevantes estão listados aqui. Selecione a opção HD, dê o play e seja feliz :)

 

ASSASSINS CREED UNITY

Exclusivo para a nova geração e PCs, o novo game da franquia que gera milhões pra Ubisoft e faz a alegria de muitos, está de volta, agora com quatro protagonistas principais e visual refinado, graças ao poder de processamento dos novos consoles. A aventura será focada em Paris. Olha aí! (Plataformas: PS4, Xone, PC – outubro/2014)

 

GTA V

Dispensa apresentações. A versão para a nova geração de consoles virá com alguns upgrades, incluindo melhoria na resolução, texturas, mais tráfego de veículos e mais pessoas na rua. Por mais que a versão para os consoles antigos já mostrasse uma cidade viva, a nova versão conseguirá colocar ênfase ainda maior nesse ponto. In Rockstar We Trust, certo? (Plataformas: PS4, Xone, PC – 2014)

 

SUNSET OVERDRIVE

Grande aposta da Microsoft, em parceria com a Insomniac Games, Sunset Overdrive não só agrada visualmente, como parece ser um game extremamente divertido, contando com armas nada convencionais (algumas inclusive, soltam discos de vinil!?!). É um game onde há bastante humor, muitas cores e inspiração em quadrinhos. É mais um game de mundo aberto, onde o personagem principal precisará enfrentar os habitantes que se tornaram perigosos mutantes. História um tanto clichê mas, como gosto de falar, o que importa é a diversão. (Plataforma: Xone – 2015)

 

HALO 5: GUARDIANS

O game da 343 Industries será uma das grandes cartadas da Microsoft para ampliar a penetração do Xone. Segundo a produtora, o game utilizará todo o potencial do novo console da Microsoft, ampliando os esforços realizados em Halo 4, que é um grande game e um dos melhores da série. O trailer não mostra a gameplay, mas não há dúvidas de que não irá decepcionar os fãs da franquia do Mister Chief. (Plataforma: Xone – 2015)

 

CALL OF DUTY: ADVANCED WARFARE

Já apontando um certo desgaste, a milhonária franquia Call of Duty vem clamando por inovação, frescor. Focado em um futuro não muito distante, a Sledgehammer, produtora do game, já disse que esse será o capítulo da série responsável pelas mudanças mais profundas da série, sendo totalmente desenvolvido tendo em mente os novos consoles. E aí, é dessa vez que Call of Duty conquistará também os haters? (Plataformas: PS4, PS3, Xone, X360, PC – outubro/2014)

 

BATTLEFIELD: HARDLINE

Assim como seu rival Call of Duty, o game da Electronic Arts também chega com novo roupagem, focando agora no dia a dia da polícia enfrenta do ladrões no meio da cidade, deixando de lado as guerras entre tropas de exércitos. (PS4, Xone, PS3, X360, PC – outubro/2014)

 

THE RISE OF TOMB RAIDER

Após o sucesso do reboot da franquia Tomb Raider em 2012, seria loucura não produzir uma sequência. A SquareEnix anunciou que a sequência vai falar sobre a evolução da querida personagem Lara Croft, que passou maus bocados no vame anterior e, nessa continuação, seguirá evoluindo. O trailer mostra apenas uma CG e, até agora, nada de gameplay. (Plataformas: PS4, Xone, PC – 2015)

 

METAL GEAR SOLID V: THE PHANTOM PAIN

Após o lançamento de Ground Zeroes, que nada mais era do que um aperitivo do que estava por vir, até agora, o que vimos de MEtal Gear V agradou bastante. A Fox Engine, que foca em iluminação e texturas ultra realistas, além de obter excelentes resultados em consoles da nova geração, também consegue tirar leite de pedra dos consoles antigos. Quem jogou Ground Zeroes, sabe disso. Há grande expectativa pelo título, pois é a primeira vez que a franquia aposta em um game de mundo aberto.

 

BATMAN ARKHAM KNIGHT

A Rocksteady conquistou os gamers de todo o mundo com a sua franquia Arkham, que teve três games memoráveis: Arkham Asylum, Arkham City e Arkham Origins (esse último produzido pela WB Games). O novo game, Arkham Knight, estava programado para sair esse ano, mas foi adiado para o ano que vem, para o desespero de muita gente. Mas o trailer lançado pode ser ir pra duas coisas: ou pra te deixar tranquilo, mostrando que a Rocksteady sabe o que tá fazendo ou pra te deixar mega ansioso. O trailer mostra um game com gráficos ainda mais incríveis e a possibilidade de dirigir o Batmóvel, algo que muitos já pediam nos games anteriores. Olha e baba. (Plataformas: PS4, Xone, PC – 2015)

 

THE DIVISION

Definitivamente, após o lançamento de Watch Dogs, The Division é agora o game gerador de hype da Ubisoft. A justificativa? Gráficos absurdamente incríveis, uma história urgente que fala sobre um vírus que se espalhou em Nova York no Black Friday, possibilidade de multiplayer cooperativo e elementos de RPG. Olha aí o trailer e se segura na cadeira. (Plataformas: PS4, Xone, PC – 2015)

 

THE CREW

É a aposta da Ubisoft em games de corrida. The Crew não será simplesmente mais um game de corrida, pois aposta fortemente em colaboração e interações sociais entre jogadores. É um game de corrida de mundo aberto, com ampla personalização de veículos. Sinto que aqui o foco será diversão acima de qualquer coisa. (Plataformas: PS4, Xone, PC – Novembro 2014)

 

FAR CRY 4

Far Cry 3 foi um grande sucesso. O game trazia belos gráficos, diversão, mundo aberto, veículos variados e uma história insana. Far Cry 4 pega tudo isso e leva para o Himalaia! Isso mesmo, e se você está pensando se………. sim, temos elefantes! A história promete novamente ter bastante importancia no decorrer do game e o vilão tem tudo pra ser polêmico e insano como aquele do game anterior. Na conferência foi anunciada uma funcionalidade um tanto inusitada: a possibilidade de jogar online com um amigo, mesmo que ele não tenha o game! Olha esse trailer! (Plataformas: PS4, Xone, PS3, X360, PC – 2014)

 

THE ORDER: 1886

Nova franquia da Sony, exclusiva para o PS4, The Order ainda é um mistério em termos de história mas, aparentemente fala de mercenários. Mas esse trailer te coloca de frente com uma criatura bizarra. Tente não comparar essa cena com o primeiro Resident Evil. (Plataforma: PS4 – 2015)

 

LITTLE BIG PLANET 3

A famosa franquia do sackboy, toda focada em criação de níveis e cooperação entre jogadores, retorna em sua terceira encarnação. O game de plataforma sempre foi um dos títulos responsáveis por agradar toda a família por conta do tom light e estilo plataforma meio old school. O trailer não mostra grandes inovações, apenas novas personagens, mas vale o play. (Plataformas: PS4, PS3 – 2014)

 

BLOODBORNE

Aqui temos um exclusivo da Sony que já está gerando bastante barulho. Algumas telas vazaram antes da E3 e o projeto ficou conhecido pelo codinome “Project Beast”. Aparentemente baseado na série Dark Souls e Demon Souls, Bloodborne é uma parceria da Sony com a From Software, responsável por esses dois games incríveis citados. O trailer é amedrontador. Observe bem o cachorro destroçado, o clima do trailer e a cena final. Medo, cara! (Plataforma: PS4 – 2015)

 

NO MAN’S SKY

Sem dúvida, um dos games mais interessantes da E3. No Man’s Sky, produzido pela Hello Games. Trata-se essencialmente de um game de exploração espacial baseado em um universo procedural, ou seja, é um game teoricamente infinito pois, assim que o jogador vai avançando e descobrindo novos planetas e espécies, o game vai gerando formas de vida distintas, outros planetas e universos. A experiência será diferente para cada jogador, dependendo da forma como se joga. É, sem dúvida, um conceito bastante curioso e promissor. Dá uma olhada aí embaixo:

 

UNCHARTED 4

Esperado por todos os donos de Playstation, foi apresentado apenas um teaser do novo game. E meu amigo, esse teaser já serve pra criar um hype dos grandes. O diretor criativo do épico The Last of Us está a frente do projeto. Então, espera algo sem precedentes. Uncharted 4 deve ajudar a Sony a vender PS4 feito água durante o ano que vem. Sem mais, aperta o play aí embaixo. (Plataforma: PS4 – 2015).

 

THE LEGEND OF ZELDA

Apresentado pela Nintendo, atendendo as expectativas dos seguidores da franquia desde a época do “Nintendinho”, o novo game da franquia foi anunciado pela Wii U. Será um game de mundo aberto. O trailer mostra um trecho da gameplay, exibindo excelentes gráficos e um universo aparentemente bastante rico. Zelda dificilmente decepciona. Sem dúvida, será um dos games responsáveis por aumentar as vendas do Wii U, assim como está acontecendo com Mario Kart 8. (Plataforma: Wii U – 2015)

 

YOSHI’S WOOLLY WORLD

Esse é um game de plataforma baseado em nosso querido Yoshi, que dessa vez, se aventura em um mundo de tricô extremamente detalhado, nos remetendo a Little Big Planet. Dá uma olhada nesse trailer. (Plataforma: Wii U – 2015)

 

MORTAL KOMBAT X

O novo capítulo da série foi mostrado na conferência da Sony. Utiliando uma versão modificada da já tradicional Unreal Engine 3, o game não mostrou grande evolução visual como muitos esperavam, já que foi anunciado para os consoles da nova geração (apesar de também de contar com versões para os antigos consoles). Novos personagens e promessa de mortais incríveis (o que é esse que aparece no trailer, heim?), devem fazer a cabeça da rapaziada ligada na porradaria. (Plataformas: PS4, Xone, PS3, X360, PC – 2015)

Publicitário apaixonado por games desde que entende-se por gente. Começou a

Como vai funcionar o Playstation Now no Brasil?

psNOW

Há muito esperado, desde o surgimento do hoje finado Onlive, que foi anunciado lá em 2009 (cheguei a fazer um post sobre ele na ocasião) – e que não vingou porque era simplesmente uma startup com uma tarefa homérica que não conseguiu dar conta do serviço sozinha – o streaming de games foi oficializado ontem pela Sony, durante a CES, onde foi revelado o serviçoPlaystation Now.

Em meados de 2012, a Sony havia anunciado a aquisição do Gaikai por 380 milhões de dólares. O Gaikai já era um serviço de streaming de games, assim como o Onlive, mas não possuía investimentos suficientes para se tornar um player global. Com a aquisição, a Sony renomeou o serviço para Playstation Now e espera dominar o segmento, dando acesso a biblioteca de games de PS1PS2 PS3 através do Playstation 4, resolvendo aí, em partes, a falta de retrocompatibilidade do console.

IMG_6006-590Com os serviços de streaming de música e vídeo, mais especificamente Spotify Netflix, funcionando a todo vapor em vários países, chega a vez do streaming de games.

No ano passado a Sony deixou bem claro que, em um futuro próximo, a marca Playstation seria lembrada como uma espécie de serviço e não especificamente como um console de videogame. O anúncio de ontem vai totalmente de encontro ao que a empresa já havia anunciado e ainda lança uma quase certeza: de que não haverá um PlayStation 5. É bem possível que, se o Playstation Now realmente der certo, a Sony aborte os planos de lançar o sucessor do PS4 daqui a alguns anos.

COMO FICAM OS SMARTPHONES E TABLETS NESSA HISTÓRIA?

O Playstation Now vai rodar primeiramente no PS4 e PS3. Na sequência ele estará disponível noPS Vita, em SmarTVs da Sony, smartphones tablets.

Sobre esses dois últimos, eu imagino o impacto que o anúncio deve ter causado na Apple, que não esconde de ninguém suas pretensões no mercado de games. Será que a empresa vai aprovar o app em ambientes iOS com facilidade? E se a Sony liberar o app pra rodar somente em seus tablets e smartphones? Seria um argumento forte o suficiente pra catapultar a venda dos seus próprios aparelhos? Ou games de Playstation possuem comandos complexos demais para serem adaptados para telas de smartphones e tablets, não atraindo assim tantos consumidores? Ainda é cedo pra responder a essas perguntas.

psnow2

E NO BRASIL, COMO VAI FUNCIONAR?

Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares. O Playstation Now vai funcionar, por enquanto, somente nos EUA e será lançado por lá ainda no 1º semestre, com uma versão beta do serviço estreando até o final desse mês. A Sony ainda não se manifestou sobre como o serviço funcionará na Europa, tendo em vista que lá há uma variação de velocidade de conexões maior que nos EUA, o que poderia resultar, a princípio, em uma entrega não satisfatória do serviço.

E no Brasil? Bem, sabemos que por aqui os serviços de banda larga disponíveis ainda estão aquém daqueles oferecidos nos EUA e Europa. Somando-se isso ao fato de que a Sony demora a lançar produtos da linha Playstation no Brasil (exceto o PS4, mas que também nem vale a pena considerar que ele foi lançado por aqui, dado o preço irreal, certo?), como a própria PSN Brasileira, que ainda é defasada se comparada com a PSN Americana e Européia, por exemplo, é possível que o Playstation Now dê as caras no Brasil somente daqui a uns 3 ou 4 anos.

Isso se o lançamento lá nos EUA e Europa correr exatamente como eles planejam. E, lógico, se até lá, nossa banda larga evoluir MUITO.

E COMO RODAM OS GAMES NO PLAYSTATION NOW?

Já há gente com acesso ao Playstation Now. Chris Welch, do The Verge informou que o gameGod of War: Ascention, do Playstation 3, funciona muito bem, mas que há uma relativa demora durante as telas de loading.

The Last of Us, também do PS3, roda bem, mas não exibe aqueles gráficos maravilhosos vistos no console. Como o processamento dos games acontece nos servidores da Sony e não no dispositivo que está acessando o Playstation Now, é possível que haja uma espécie de modulação que analisa a conexão e reconfigura algumas características do game para a transmissão via streaming, semelhante ao que acontece com o Netflix.

Completam a versão beta do serviço, os games Beyond: Two Souls e Puppeteer. Dá uma olhada no vídeo abaixo, feito pelo pessoal do The Verge:

E QUANTO VAI CUSTAR A BRINCADEIRA?

A Sony ainda não anunciou o preço que irá cobrar pela assinatura do serviço completo, mas já afirmou que será possível também alugar games ao invés de manter uma assinatura completa. Só espero que quem já é assinante da PSN Plus tenha algum desconto.

Se tudo der certo, mais pessoas irão pagar mais por melhores conexões de banda larga. Haja dinheiro. Ainda nesse raciocínio, a pergunta que fica é: com tudo isso, os DLCs continuaram saindo? Ser gamer no Brasil tende a ser cada vez mais entretenimento de luxo.

Vamos aguardar as cenas do próximo capítulo pra ver o que a Microsoft tem a dizer sobre tudo isso.

Gran Turismo 6 [ANÁLISE]

carros_curva

Gran Turismo sempre foi uma franquia voltada pra quem realmente gosta de carros e não para aqueles que estão em busca de rápida diversão. Em Gran Turismo você provavelmente vai começar dirigindo um Renault Clio a, no máximo, 140km/h, penando pra ultrapassar seus adversários.

Diferente do que acontece com outros games de corrida, como a série Need for Speed e tantos outros, Gran Turismo é como o Jazz: é sofisticado, cheio de nuances, momentos únicos e vai te conquistando aos poucos. Enfim, exige um belo investimento de tempo que, logo acaba te recompensando.

E, Gran Turismo 6 é tudo isso e mais um pouco. Sim, ainda há falhas, como o ronco do motor de alguns veículos, que não chega a ser convincente e o sistema de danos, que praticamente não evoluiu. Mas há muito mais pra falar de Gran Turismo 6. É tudo uma questão de detalhes, cara! Vem comigo.

A EVOLUÇÃO ESTÁ NOS DETALHES

Com relação a Gran turismo 5, o novo game é uma evolução em todos os quesitos: carros, pistas antigas que antes não rodavam em HD e agora rodam, a iluminação que já era ótima e agora é soberba, a definição das sombras do carro que as vezes chega a assustar de tão precisa, as belíssimas transições entre dia e noite. Tudo está melhor.

E o que falar da chuva chegando no meio de uma corrida? Você olha para o horizonte e começa a ver as montanhas sumindo, com aquela fina garoa. Aos poucos, as primeiras gotas começam a cair no para brisas pra logo, na sequencia, vir com força total.

Quando você freia o carro, as gotas de chuva que estavam no teto, escorrem no para-brisa e, quando você faz uma curva, as gotas também se deslocam para o lado. Quando a chuva vai embora, as gotas restantes no para-brisa começam a se deslocar para os cantos do vidro por conta do vento, até que somem por completo.

Dá uma olhada nesse vídeo pra ter uma ideia. Via YouTube não dá pra perceber nem sentir muita coisa, mas serve pra dar uma ideia. Olhaí:

Há diversas corridas com variação climática de tempo, ou seja, você começa com o sol brilhando e, passadas algumas voltas, começa a ver o sol se por, até que a noite e as estrelas começam a surgir.

Sobre a iluminação do farol do seu carro, é ainda possível optar pela luz alta ou luz baixa, quando a noite cai. Experimente olhar para traz e verá que está completamente no escuro, no meio do nada. As corridas noturnas são bastante imersivas e dá pra perceber até a formação de estrelas no céu, pouco a pouco. Dá uma olhada nesse vídeo aí embaixo:

Também é bonito de se ver quando seu carro derrapa e roda na pista, indo parar na área de escape, onde há bastante areia. Especialmente quando isso acontece durante a noite, você verá a poeira levantar na traseira do carro em uma cor avermelhada, pois está refletindo a lanterna traseira do carro. Não há como não citar também o farol do carro refletindo nas placas laterais e superiores das pistas. Tudo é muito crível.

E falando em “dirigibilidade”, a direção em Gran Turismo 6 é muito mais precisa que no game anterior. Dá pra dirigir tranquilamente sem as linhas de condução e frenagem, desde que você conheça muito bem o traçado de cada pista, é claro.

A nova engine física faz toda a diferença na suspensão do carro e você já vai notar a diferença quando fizer uma simples curva. A inteligência artificial dos adversários nunca foi o forte de Gran Turismo, mas o 6° game apresenta uma evolução considerável nesse quesito e você provavelmente irá reclamar em alto e bom som quando um carro resolver te fechar pra defender a própria posição.

 

AS NOVAS PISTAS SÃO … INCRÍVEIS!

E o que dizer das novas pistas? Mount Panorama tem um visual incrível quando você chega no topo, Silverstone tem um dos traçados mais respeitados do mundo, Brands Hatch é uma delícia, Goodwood Hill Climb, onde acontece o Festival of Speed, no Reino Unido, é bastante verde e quase dá pra sentir o cheiro das árvores.

Dá uma olhada aí nesse gameplay na bela pista Matterhorn:

Willow Springs é em um deserto fotorrealista e os mais desavisados não perceberiam que se trata de um game, Matterhorn também traz um dos melhores visuais já criados em um game de corrida, com uma pista com um dos traçados mais difíceis da série GT, Apricot Hill Raceway é uma reestreante, já conhecida entre os amantes da série, Ascari é o circuito mais longo da Espanha, bastante complexo em termos de traçado e a Gran Turismo Arena é o principal palco para corridas de karts.

No total, são 37 pistas com mais de 100 variações de traçados. Sem falar nas variações de hora e clima. Ou seja, a Polyphony Digital deu ainda mais atenção aos detalhes em GT6. Dá só uma olhada nesse vídeo que compara a pista Brands Hatch original com a pista presente no jogo. O nível de realismo é absurdo. Assista e tire suas próprias conclusões:

BELÍSSIMOS CARROS!

A modelagem dos carros é soberba. Algo que beira o inacreditável quando falamos do hardware do PS3, datado de 2006 e que ainda segue fazendo um esforço imenso pra fazer tudo aquilo rodar em 1080p a 60 quadros por segundo. Sim, há momentos onde você perceberá a taxa de quadros caindo um pouco, principalmente quando há muitos carros na tela e detalhes demais acontecendo ao mesmo tempo.

Os carros standard ainda não se comparam aos premium, apesar de não haver mais separação entre eles dentro do jogo. Mas, comparando com GT5, eles foram bastante melhorados e agora podem ser tunados como qualquer outro modelo. Além disso, é possível notar melhoria estética entre eles, o que afasta um pouco aqueles veículos com modelagem bastante pobre, vistos no GT5.

seleção_carros

Mas vamos e convenhamos: o game possui mais de 1.200 carros. A tempo de modelagem desses veículos chega a 6 meses, segundo o próprio Kazunori Yamauchi, produtor da série. É inviável modelar cada um deles não apenas externamente, mas também internamente, incluindo assentos, painéis, volantes e tudo mais. Seria necessário um investimento muito maior de tempo e dinheiro.

Para ver a lista completa dos mais de 1.200 carros, clique aqui.

MENUS MAIS FUNCIONAIS

Os menus do game, em geral, receberam uma melhora considerável, não apenas em termos visuais, mas principalmente com relação ao tempo de carregamento entre uma tela e outra, o que fazia muita gente desistir de GT5. Ainda há uma certa demora quando você escolhe dar início a uma nova corrida, mas esse tempo vai sendo reduzido aos poucos, já que o game vai salvando detalhes das pistas no HD do PS3.

A arquitetura de informação entre uma tela e outra ficou mais lógica, mas ainda há espaço pra melhorar. Por exemplo, quando uma corrida termina, você não tem a opção direta para seguir para a próxima. Ainda é necessário selecionar “Sair” no menu, carregar a tela anterior e selecionar a próxima corrida, gerando mais uma tela de loading, que pode causar incômodo pra muita gente.

menu

QUE TAL UM CAFÉ E DEPOIS UM PASSEIO NA LUA?

Nem todas as corridas são extremamente prazerosas. Algumas te deixam tenso demais e pra isso, a Polyphony preparou alguns momentos de descontração. Quando você começa a vencer corridas, vai ganhando estrelas. A partir de um certo número, você começa a desbloquear “Coffee Breaks”, que nada mais são do que eventos onde você, dentro do carro, precisa derrubar o máximo de cones em uma arena, dentro de um determinado limite de tempo.

Existem também as missões lunares, onde você entra em um veículo lunar e precisa cumprir simples missões, interagindo com a gravidade zero. É, no mínimo, curioso. Acredito que você nunca dirigiu em gravidade zero. Muito menos na lua, certo?

carro_cones 

DIRIGIR SEM CARTEIRA NÃO PODE!

Já tradição na série, o sistema de Licenças de Gran turismo 6 volta com toda a força. No game anterior não havia obrigação em tirar licenças para poder correr em uma categoria superior, bastando para tal, acumular pontos de experiência.

Em GT6, caso você queira correr contra adversários mais agressivos, terá que fazer um teste, que não foge daquele velho esquema de fazer curvas sem sair da pista e testes de aceleração. No entanto, tirar as licenças aqui está muito mais fácil e acredito que você conseguirá passar de primeira por todos os testes com louvor, ganhando, pelo menos, um troféu de bronze. Mas, se você quiser o ouro, vai precisar se esforçar um pouco mais.

carro_folhas

De qualquer maneira, o bonze já permite que você receba a licença e esteja apto a dirigir em categorias superiores.

TRILHA SONORA

A trilha de GT6 se assemelha bastante aquela ouvida em GT5. Há muito Jazz Contemporâneo, principalmente nos menus. Durante as corridas predominam o eletrônico e o rock mais moderninho.

Não há nada comparável aos tempos onde Gran Turismo tinha na trilha Stone Temple Pilots,GarbageLenny Kravitz e tantos outros nomes famosos. A trilha sonora em GT6, apesar de boa e por vezes sofisticada, é low profile quando comparada aos outros games da série.

ENFIM, VALE A COMPRA?

Gran turismo 6 é sobre paixão por carros e paixão por velocidade, muita velocidade. Dirigir umaMercedes SLS AMG a 300km/h, ultrapassar seu adversário próximo a linha de chegada, dirigir durante a noite com chuva, tunar o seu carro, rebaixar a suspensão, personalizar a altura das molas, configurar o tempo de passagem das marchas e aceleração, personalizar os freios e vários outros itens, te agrada?

Então meu amigo, esse é o game pra você! certamente não é um game para todos, pois exige paciência, paixão, dedicação, persistência e muito apreço pelos detalhes. Como já disse, Gran Turismo 6 é sofisticado como o Jazz e tende a te surpreender quando você menos espera, como uma grande improvisação jazzística.

Ps.: A versão brasileira vem com um cupom que permite baixar 25 carros da edição comemorativa de aniversário de 15 anos da franquia. Esse conteúdo ainda traz o macacão do nosso herói Ayrton Senna, capacete e um modo que conta a história do piloto, desde seus tempos de Kart até a Fórmula 3, já que o Instituto Ayrton Senna, que irá reverter um pequeno valor das vendas para o Instituto, detém licença somente até este período da carreira do piloto.

Nota: 10.0

Artigo publicado originalmente no portal Tudo Para Homens, onde escrevo sobre games, tecnologia, cinema, música e comportamento.

Call of Duty: Ghosts. Mais do mesmo, denovo?

call_of_duty_ghosts-HD

Hoje, lançamento mundial de Call of Duty: Ghosts, é o grande dia para os fãs do gênero FPS. Todo ano, o mês de novembro gera ansiedade nos fãs da franquia, gerando milhões para a Activision. No entanto, a estratégia de lançar um novo título por ano é condenada por muitos e comemorada por outros.

Com uma janela de lançamento tão curta entre um título e outro, realmente fica difícil entregar inovação sem gerar estafa na franquia. Pra aliviar um pouco a pressão desse curto período de lançamento entre um título e outro, a Activision selecionou dois estúdios para a produção dos games: a Infinity Ward ficou responsável por todos os títulos da série Modern Warfare e aTreyarch pelos games da série Black Ops. Teoricamente, isso dá mais tempo de desenvolvimento para as produtoras, já que elas intercalam o lançamento anual. Mas, na prática, esse ganho de tempo não é tão evidente assim.

Nesse ano a Infinity Ward não deu continuidade à série Modern Warfare, resolvendo introduzir “Ghosts”, título que funciona como uma espécie de sucessor espiritual do excelente Modern Warfare 2. O lançamento é cross-gen, disponível para PS3PS4Xbox 360Xbox One e PC, sendo possível que os jogadores de consoles interajam entre si. Assim, jogadores de PS3 e PS4 poderão jogar uns contra os outros, por exemplo. Isso só é possível por conta da paridade técnica existente entre os títulos. trata-se da mesma engine e exatamente do mesmo jogo, incluindo design de fases e framerate travado em 60fps.

Como a nova geração desponta lá fora no próximo dia 15, é normal que as pessoas estejam perguntando qual a diferença entre as versões de Call of Duty: Ghosts entre os consoles current gen e os next gen. O site IGN aproveitou para produzir um vídeo que deixa bem clara essas diferenças. É evidente que há diferenças entre a atual geração e a próxima, pois trata-se de uma questão de superioridade de hardware. Mas elas não são tão perceptíveis como são em Battlefield 4, por exemplo. CoD: Ghosts nos consoles next-gen possui sutilezas com relação a texturas, iluminação e alguns efeitos de partículas que são mais simples no PS3 e Xbox 360. Mas são detalhes sutis.

Não é segredo para ninguém que Call of Duty: Ghosts é um game produzido para a atual geração de consoles. Ele foi “portado” (adaptação do mesmo código de programação dos consoles atuais nos consoles nex-gen) para o PS4 e Xbox One apenas para incrementar o line-up de lançamento e também por motivos comerciais, já que muita gente deverá comprar os novos consoles na data de lançamento e estarão ávidos para experimentar Call of Duty em um hardware superior.

Com isso, Activision e Infinity Ward perdem uma grande oportunidade de realmente criar uma engine (motor gráfico do jogo) totalmente nova, partindo do zero, com a finalidade de realmente explorar todas as potencialidades dos consoles next-gen. Comercialmente poderia até ser uma atitude mais arriscada em termos de investimento, mas manter as coisas do jeito que estão, só servirá para manter a franquia Call of Duty no marasmo.

Ainda não joguei “Ghosts”, mas já há relados pela web que novamente confirmam o que já era esperado: é mais do mesmo, mais uma vez. Mas vamos lá, é pra mexer em time que está ganhando? Além do mais, é muito provável que o game venda milhões, assim como os anteriores, que também sofreram com as mesmas críticas :)