Por que “DESTINY” merece a sua atenção?

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*Artigo publicado originalmente no portal Tudo Para Homens, onde escrevo sobre games, tecnologia, cinema, música e comportamento.

Jogos como Call of Duty e Battlefield já não me atraem mais, tamanha a falta de criatividade que vem dominando esses títulos. É aquele esquema manjado: mudam os cenários, uma pequena alteração na mecânica aqui, outra ali e pronto, surge outro game CoD ou BF, todo santo ano.

E o mercado desse gênero de game já está deveras saturado. Por isso, eu não vinha pondo tanta fé em Destiny como DEVERIA. Mesmo assim, o coloquei na lista das produções “a conferir”, simplesmente por se tratar de um projeto da respeitadíssima Bungie, responsável pela franquia HALO. Quase nada, né?

DESTINY: UMA SURPRESA INESPERADA

Com a abertura do beta na semana passada para todos que possuíssem uma conta Plus na PSN ou Gold na Live, lá estava eu, dando início ao download do beta. E meus amigos, fazia ANOS que eu não jogava um FPS que me deixasse tão empolgado.

O motivo de toda a minha empolgação com Destiny é simples: ele agrada quem gosta de multiplayer e aqueles que gostam de jogar o famoso modo história – ou campanha, como queira. E me agradou não por ter um bom modo história ou um modo multiplayer redondinho, apesar de isso ser uma verdade. O ponto aqui é que a Bungie mesclou os dois modos de maneira magnífica: quando você opta por jogar sozinho, acaba cruzando com outros jogadores que também o estão fazendo.

A HISTÓRIA: SIM, VOCÊ ESTÁ FAZENDO PARTE DE ALGO MAIOR

Você pode acenar pra alguém, apontar, chamar pra te acompanhar na jornada. Falando em “jornada”, sim o game tem momentos de Journey, o projeto independente da produtora com o melhor nome de produtora do planeta, a ThatGameCompany. E isso é muito, mas muito bom.

Quem jogou Journey sabe muito bem do que eu estou falando. Daquele sentimento único de estar fazendo parte de algo maior, de imaginar o que aquelas pessoas que estão te acompanhando estão pensando. Há um grande senso de união aqui, até pelo mood da história, que retrata o nosso universo a muitos anos a frente, quando uma “força” -representada aqui como uma esfera branca chamada “The Traveler” (O Viajante) – tornou habitável Marte e Vênus.

Claro que nós humanos, sempre querendo mais e mais, dominamos esses planetas e construímos nossas bases por lá. O problema é que houve um grande levante de algumas raças alienígenas – Exos e Despertos – que não gostou nadinha dessa história. E sim, eles vieram para o nosso planeta nos enfrentar digamos, pra nos riscar do mapa de uma vez por todas.

Não preciso falar que isso gerou uma GRANDE guerra, deixando nosso querido e amado planeta completamente desolado. Sabe aquele cenário apocalíptico que ficamos acostumados a ver em filmes e games? É assim que a terra retratada em Destiny é vista. Nesse contexto, a raça humana construiu uma cidade que é regida pelo tal Viajante. É a última cidade segura, longe de ameaças alienígenas.

FIQUE TRANQUILO, VOCÊ NUNCA ESTARÁ SOZINHO

Nessa cidade, chamada de “Torre”, você encontra com vários outros guardiões – que são pessoas como você que estão passando por ali para comprar armas, itens, interagir. É um belo lugar, pois é o único lugar onde ainda reina a paz. A todo momento chegam naves trazendo novos jogadores nesse local. Gente que por alguma razão resolveu passar por ali, seja pra descansar de uma longa batalha ou pra aperfeiçoar o personagem.

Falando nisso, criar o seu personagem no início do jogo é bem divertido. Evoluí-lo ao longo da jornada é ainda mais prazeroso. Há elementos de RPG nessa evolução, tudo muito bem implementado, bonito e lógico. Evoluir o personagem é delicioso, diferente de muitos games que apresentam uma interface truncada nessa hora. TUDO em Destiny flui suave como manteiga.

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E também “suave na nave”. É na Torre que fica o Hangar com várias naves de outros jogadores. Você pode incrementar a sua, comprar uma nova e por aí vai. Destiny tem possibilidades infinitas. E olha que essas impressões eu tive somente a partir do Beta, que é uma pequena fração do jogo. #ImaginaNaVersaoFinal

Ah, você NUNCA vai se sentir sozinho em Destiny. Como eu já disse, apesar de ser possível jogar sozinho, você vai encontrar com várias pessoas durante a sua jornada por um planeta. Durante seu “passeio” por um desses lugares, vão surgir “Public Events”, que são batalhas onde vários jogadores se juntam pra derrotar um inimigo em comum ou lutam contra si. O mais legal aí é que você decide se quer participar ou não.

Ou seja, se estiver cansado de jogar sozinho, vai poder jogar o moco multiplayer dentro do “singleplayer” – aqui entre aspas porque não é um singleplayer de verdade. E é aí que reside metade da mágica da Bungie em Destiny. A outra metade está nos momentos Co-Op, onde você só consegue vencer ordas de inimigos com a ajuda de outros Guardiões – que são outros jogadores online.

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O senso de equipe é bassante sentido aqui, já que quando você morre, precisa ser “ressuscitado” em até 30 segundos por algum parceiro. Do contrário, bye bye. Você só sobreviverá, como já diziam os Beatles, “With a little help from my friends” meu chapa.

A BELEZA DA DEVASTAÇÃO

Ah, e não dá pra deixar de falar dos gráficos não. Tudo está muito, mas muito bem acabado. Eu nunca vi efeitos de luz tão convincentes como vi no beta de Destiny. Olhar para o sol entre as árvores é surreal. É quase real. E, durante a noite, você vai acabar levando alguns tiros só porque ficou olhando para a beleza da lua no céu. É lindo cara! Vale a pena “morrer” por isso :)

E o nosso planeta devastado? Ele tem a sua beleza. Há estruturas bélicas absurdamente gigantes, que te dão um puta senso de incapacidade, insignificância. Você pensa: “Cara, eu não vou poder com isso. Como? Olha o tamanho da base desses caras. Eles vão me dizimar, fácil fácil”. O escopo desse jogo é enorme. Há um grande senso de escala em tudo.

Enquanto você está em campo de batalha, no chão, muita coisa está acontecendo no céu. Dá só uma olhada nesse timelapse aí em cima. É de cair o queixo! Quando não há naves, há mudança de tempo ou, simplesmente, gaivotas voando. Em meio a guerra, há muitos momentos pra serem contemplados.
Em um deles, tive uma bela surpresa ao me deparar com um cachoeira no meio de um vale deserto.

Fui até ela ver a água resvalar nas pedras, emitindo aquele spray de água. Mais a frente, haviam mais jogadores que provavelmente faziam o mesmo. De longe, um deles acenou pra mim. Outro apontou. Provavelmente pensavam: “Cara, olha eu aqui. Também estou deslumbrado com esse mundo onde estamos”.

BUNGIE, EU QUERO ABRAÇAR VOCÊS!

TUDO em Destiny é feito com MUITO amor. Isso fica evidente em cada canto, cada planeta, cada som, cada música. Aliás, que trilha sonora, heim? Ela foi composta pelo mesmo compositor de HALO, ou seja, Martin O’Donnell. Em Destiny, Martin trabalhou na trilha ao lado de Sir Sir Paul McCartney! Olha eles aí embaixo.

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Como se tudo isso não bastasse, a Bungie, produtora do game, é incrível. É impossível não simpatizar com esses caras, tamanha a atenção que dispensaram aos jogadores durante o beta, que ficou no ar por aproximadamente duas semanas. Esse período serviu pra que a Bungie fizesse simulações e observasse o comportamento dos jogadores online, acompanhando de perto a performance dos servidores.

O beta terminou no Domingo (27/07), por volta das 22h (horário de Brasília), deixando muita gente triste e ansiosa pela data de lançamento, que acontecerá no dia 9 de Setembro. O sentimento dos jogadores no twitter foi interessante de se acompanhar. Muitos pediam que a Bungie não tirar o beta do ar. Outros aguardavam uma fila que tinha mais de 10.000 jogadores aguardando pra entrar no game. Eu fui um desses. #NãoTavaFacilPRaNinguem :)

Enfim, espero ter conseguido responder a pergunta que abriu esse post :)

Ah, no final, quando o beta encerrou, essa foi a mensagem que ninguém queria ver, e que deparei ao entrar novamente no jogo, depois das 22h. Um tanto melancólica, encerrando a minha breve jornada.

Call of Duty: Ghosts. Mais do mesmo, denovo?

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Hoje, lançamento mundial de Call of Duty: Ghosts, é o grande dia para os fãs do gênero FPS. Todo ano, o mês de novembro gera ansiedade nos fãs da franquia, gerando milhões para a Activision. No entanto, a estratégia de lançar um novo título por ano é condenada por muitos e comemorada por outros.

Com uma janela de lançamento tão curta entre um título e outro, realmente fica difícil entregar inovação sem gerar estafa na franquia. Pra aliviar um pouco a pressão desse curto período de lançamento entre um título e outro, a Activision selecionou dois estúdios para a produção dos games: a Infinity Ward ficou responsável por todos os títulos da série Modern Warfare e aTreyarch pelos games da série Black Ops. Teoricamente, isso dá mais tempo de desenvolvimento para as produtoras, já que elas intercalam o lançamento anual. Mas, na prática, esse ganho de tempo não é tão evidente assim.

Nesse ano a Infinity Ward não deu continuidade à série Modern Warfare, resolvendo introduzir “Ghosts”, título que funciona como uma espécie de sucessor espiritual do excelente Modern Warfare 2. O lançamento é cross-gen, disponível para PS3PS4Xbox 360Xbox One e PC, sendo possível que os jogadores de consoles interajam entre si. Assim, jogadores de PS3 e PS4 poderão jogar uns contra os outros, por exemplo. Isso só é possível por conta da paridade técnica existente entre os títulos. trata-se da mesma engine e exatamente do mesmo jogo, incluindo design de fases e framerate travado em 60fps.

Como a nova geração desponta lá fora no próximo dia 15, é normal que as pessoas estejam perguntando qual a diferença entre as versões de Call of Duty: Ghosts entre os consoles current gen e os next gen. O site IGN aproveitou para produzir um vídeo que deixa bem clara essas diferenças. É evidente que há diferenças entre a atual geração e a próxima, pois trata-se de uma questão de superioridade de hardware. Mas elas não são tão perceptíveis como são em Battlefield 4, por exemplo. CoD: Ghosts nos consoles next-gen possui sutilezas com relação a texturas, iluminação e alguns efeitos de partículas que são mais simples no PS3 e Xbox 360. Mas são detalhes sutis.

Não é segredo para ninguém que Call of Duty: Ghosts é um game produzido para a atual geração de consoles. Ele foi “portado” (adaptação do mesmo código de programação dos consoles atuais nos consoles nex-gen) para o PS4 e Xbox One apenas para incrementar o line-up de lançamento e também por motivos comerciais, já que muita gente deverá comprar os novos consoles na data de lançamento e estarão ávidos para experimentar Call of Duty em um hardware superior.

Com isso, Activision e Infinity Ward perdem uma grande oportunidade de realmente criar uma engine (motor gráfico do jogo) totalmente nova, partindo do zero, com a finalidade de realmente explorar todas as potencialidades dos consoles next-gen. Comercialmente poderia até ser uma atitude mais arriscada em termos de investimento, mas manter as coisas do jeito que estão, só servirá para manter a franquia Call of Duty no marasmo.

Ainda não joguei “Ghosts”, mas já há relados pela web que novamente confirmam o que já era esperado: é mais do mesmo, mais uma vez. Mas vamos lá, é pra mexer em time que está ganhando? Além do mais, é muito provável que o game venda milhões, assim como os anteriores, que também sofreram com as mesmas críticas :)

Comparando “Assassins Creed IV”: PS3 versus PS4

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@rodrigocunha

Amanhã acontece o lançamento do tão alardeado game da UBISoft que, com o adiamento de Watch Dogs, será o principal responsável pelos resultados de vendas da empresa neste Natal: Assassins Creed IV – Black Flag.

É de conhecimento geral que estamos falando de um título multiplataforma, ou seja, não podemos considerar AC IV um game 100% next-gen. Watch Dogs é um caso a parte, pois é bastante visível o quanto a UBI vem dando foco no desenvolvimento do game para a versão PC que, aparentemente, é a plataforma líder, seguida pelos consoles next-gen, Wii U e, finalmente, PS3 e Xbox 360.

Voltando para o universo AC, hoje foi postado um vídeo no YouTube (veja abaixo) comparando a mesma cena (início da Sequência 3) de Assassins Creed IV rodando no PS4 e no PS3. Note que há poucas diferenças, basicamente restringindo-se a texturas e iluminação. Como a UBI já pronunciou que ambos os consoles rodarão exatamente o mesmo game, é bastante provável que a versão PS3 rode o game em resolução 720p, 30FPS e texturas com menor definição, além de iluminação menos apurada.

Trocando em miúdos, o game foi feito para os consoles atuais e sofreu um upgrade para PC e next-gen. Tá certo que comparar a performance de um game somente através de cutscenes não é lá muito válido, mas o vídeo não deixa de ser curioso, pois trata-se de um dos primeiros face off entre next e current gen.

Amanhã, quando o embargo dos reviews se encerrar, provavelmente logo pela manhã, as primeiras notas virão a tona, detalhando as versões PC, PS3, Xbox 360 e Wii U, já que as versões para consoles next-gen serão lançadas no próximo mês.

Mas e aí? Se o game for mal avaliado, você vai deixar de comprar? Ou vai experimentar primeiro, pra formar sua própria opinião antes de comprar o game? Ou, quem sabe, aguardar o lançamento dos consoles next-gen pra jogar Assassins Creed IV? Conta aí nos comentários e vamos bater um papo 🙂